Como separar as contas pessoais das empresariais: O guia definitivo para empreendedoras

Como precificar seu serviço:
Pare de trabalhar de graça

Você termina o mês vendendo bastante, mas quando olha a conta, o dinheiro parece ter evaporado? Ou pior: você não sabe se a sua empresa está dando lucro ou se você está apenas “pagando para trabalhar“?

Se você respondeu sim a essas perguntas, você não está sozinha. O erro número 1 das pequenas empreendedoras é a mistura das finanças. Quando as contas pessoais e empresariais se misturam, você perde a visão clara da saúde do seu negócio e, consequentemente, sabota o seu próprio crescimento.

Neste artigo, vou te ensinar o passo a passo para separar esses mundos e assumir o controle total do seu dinheiro.

 

Por que essa mistura é perigosa?

 

Quando você paga a escola dos filhos com o cartão da empresa ou usa o lucro da venda para fazer compras de mercado, acontece um fenômeno chamado “invisibilidade financeira”. Você perde a noção real de quanto sua empresa fatura e qual é o seu custo de vida.

Sem essa separação, você não consegue responder a perguntas básicas, como:

     

      • Minha empresa é lucrativa?

      • Posso contratar alguém ou dar um aumento para mim mesma?

      • Quanto, de fato, a empresa precisa vender para pagar as contas básicas?

     

    Passo a passo: Organizando a casa agora

     

    Não tente fazer tudo de uma vez de forma perfeita. O importante é começar. Siga este roteiro simples:

     

    1. Tenha contas bancárias distintas

    Parece óbvio, mas muitas empreendedoras usam a mesma conta para tudo. Abra uma conta PJ (Pessoa Jurídica). Hoje, existem dezenas de bancos digitais que oferecem contas PJ gratuitas e sem burocracia. O primeiro passo é tirar o dinheiro da empresa da sua conta de uso pessoal.

     

    2. Defina o seu Pró-labore

    O maior erro é achar que “todo o dinheiro do caixa é meu”. O dinheiro da empresa é da empresa. Você, como sócia e trabalhadora, deve definir um pró-labore (o seu salário fixo).

       

        • Dica: Calcule o mínimo que você precisa para viver e, se o negócio permitir, estabeleça esse valor como seu salário fixo mensal.

       

      3. Elimine o “caixa eletrônico”

      Nunca, em hipótese alguma, pague despesas pessoais com o cartão da empresa. Se você precisar de um dinheiro extra que não estava no planejamento, faça uma transferência da conta PJ para a sua conta PF (Pessoa Física) como um adiantamento ou distribuição de lucro, e registre isso. Nunca misture os cartões.

       

      4. Use uma ferramenta de registro

      Você não precisa de um sistema complexo. Comece com uma planilha simples ou um aplicativo de finanças. O que não pode é ficar tudo na sua cabeça. Registre cada entrada e cada saída, separando sempre a origem: veio da empresa ou veio do meu bolso?

       

      A mudança começa na mentalidade

       

      Entender a separação financeira vai além da organização das planilhas; é uma questão de respeito pelo seu negócio. Quando você trata o dinheiro da empresa como algo sagrado, você cria um ambiente onde o crescimento é possível.

      Lembre-se: o seu negócio não é o seu cofrinho pessoal. Ele é uma entidade que precisa de oxigênio (dinheiro) para crescer, florescer e, finalmente, proporcionar a liberdade que você tanto busca.

       

      Próximo Passo: Vamos colocar ordem na casa?

       

      Organizar as finanças é o primeiro passo para o crescimento. Se você sente que, mesmo sabendo o que fazer, algo te trava na hora de lidar com o dinheiro, talvez o problema não seja a planilha, mas como você se relaciona com o lucro.

      Você tem sentido dificuldade em seguir essa separação na prática? Eu posso  te ajudar, me chama no WhatsApp.